Wabi Sabi


Esta filosofia japonesa diz-lhe como ter uma casa saudável

Deite fora o desnecessário, utilize apenas objectos decorativos que tenham valor afectivo para si, aproxime-se da natureza…

O Wabi Sabi ensina-a a descobrir a beleza do imperfeito e a viver alheada da tirania da moda.

Depois do Feng-Shui chega o Wabi Sabi, uma visão estética japonesa baseada na aceitação da transitoriedade de tudo quanto existe e que inspira diversas manifestações da cultura nipónica, como o Haiku (poesia tradicional), o Ikebana (arte floral), o Shodo (caligrafia) ou o Chado (cerimónia do chá).

Trata-se de um convite para deixar de lado o perfeccionismo stressante (porque a busca do perfeito esgota as nossas forças) e passar a apreciar a beleza daquilo que é imperfeito e natural (tal como a vida), olhando para o mundo com a melancolia de quem sabe que a vida é passageira e, por isso mesmo, bela. Estes princípios, aplicados à decoração, ajudam a criar um lar harmonioso e saudável.

Abra as suas portas ao natural

Valorize as coisas antigas, com história. A cadeira que o seu avô esculpiu, a toalha que a sua avó bordou, a madeira natural das portas e das janelas (se lhes retirar a pintura), as dobradiças de ferro velhas: deixe-as exibir a sua origem natural. Desfrute das marcas deixadas pelo tempo.

Para conhecer os 9 gestos que o vão ajudar a harmonizar a sua casa de acordo com os princípuios do Wabi Sabi, clique aqui.

A filosofia Wabi Sabi

A arte do Wabi Sabi, inspirada nos ensinamentos do Taoísmo e do Budismo, fundamenta-se na doutrina da simplicidade, da moderação, da naturalidade, da alegria, da melancolia, da assimetria e da não permanência.

Trata-se de perceber que a acção humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar, descobrindo a beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo e que ainda guarda em si a natureza. O conceito surgiu no século XV e define-se, de uma forma simples, como a arte da imperfeição.

Mantenha a ordem sem obsessões. A limpeza é uma forma de respeito pelo nosso meio envolvente. A sujidade é um espelho do estado mental de quem ali vive. O encanto das fendas de um chão ou de um tecto de madeira é maior quando não há rasto de sujidade.

Procure a espontaneidade. A sua casa é o lugar onde vive e a vida deixa marcas. Não deixe que a marca da mão do seu filho na parede ou que a base do telefone decorada com rabiscos o deixem ansioso. Assuma-o como parte da decoração da sua vida. Talvez um dia essas marcas já não estejam lá e sinta nostalgia do amor e ternura que representaram.

Desfaça-se do supérfluo. Os livros que não vai voltar a ler ou que não a marcaram, a roupa que já não vai usar, os objectos usados que já não vê como belos.

Recicle tudo o que conseguir. Permita que aquilo de que já não consegue desfrutar possa continuar a existir na vida de outras pessoas. E evoque, assim, a arte do efémero. Tudo muda, nada permanece.

Preste atenção aos detalhes. Espelhos, plantas, água, fogo, inclusive odores: da madeira, da roupa acabada de lavar, do sabonete das mãos… Perca tempo com estes detalhes para agradar os seus sentidos.

Proteja o silêncio. Coloque portadas ou persianas para reduzir o ruído dentro de casa. Isole as paredes caso seja necessário.

Texto: Joana Martinho, da SABER VIVER

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